3 min leitura
Mark Bourke: «A integração no BPCE reforça a nossa capacidade de investir em inovação e de melhorar a experiência do cliente»
Um dia após a divulgação dos resultados do primeiro semestre, o CEO do Novo Banco explica, numa entrevista publicada no site da instituição, as vantagens da integração no grupo francês
05 Ago 2026 - 12:49
3 min leitura
Mark Bourke, CEO do Novo Banco | Foto: Novo Banco
Mais recentes
- Lisa Cook: “A inflação está muito alta”
- Relatório mostra que o dinheiro em espécie continua a crescer no sistema financeiro
- Compra do Commerzbank pelo UniCredit poderá criar um novo grupo financeiro no Top 10 europeu
- BCE diz que governos europeus não aumentaram as receitas fiscais com a subida do preço do petróleo
- MD Capital deve adiantar 1,7 milhões de euros à CGD pela compra do banco no Brasil
- Na iminência da publicação da PSD3 e do PSR, o tribunal europeu trava a expansão do perímetro dos serviços de pagamento
Mark Bourke, CEO do Novo Banco | Foto: Novo Banco
É a primeira vez que o CEO do Novo Banco reage oficialmente à aquisição da instituição pelo grupo francês BPCE. Numa breve entrevista publicada nesta quarta-feira no site do Novo Banco, Mark Bourke explica o que representa este novo capítulo na história do banco.
«A integração no BPCE reforça a nossa capacidade de investir em inovação, melhorar a experiência do cliente e desenvolver soluções cada vez mais adaptadas às suas necessidades, mantendo a proximidade que faz parte do nosso ADN», afirmou o gestor, quando questionado sobre o que as famílias portuguesas podem esperar da integração do Novo Banco no BPCE.
Relativamente às empresas, Bourke considera que «as empresas vão beneficiar da combinação entre um banco com um profundo conhecimento da economia portuguesa e a dimensão internacional do Grupo BPCE. Isso permite-nos reforçar a nossa capacidade de apoiar projetos de investimento, expansão internacional, inovação e transformação empresarial, acompanhando os nossos clientes em todas as fases do seu crescimento».
Quanto à proximidade do banco, que passa agora a integrar um grupo financeiro com cerca de 36 milhões de clientes, o CEO assegura que «a integração no BPCE não altera essa característica; pelo contrário, reforça-a. Continuaremos a privilegiar relações próximas e de longo prazo com os nossos clientes, combinando o contacto humano com soluções digitais cada vez mais simples, eficientes e acessíveis».
Questionado sobre os resultados do primeiro semestre, que registaram um lucro de 367,2 milhões de euros, menos 15,6% do que no período homólogo, Bourke destaca a solidez da rentabilidade do banco, refletida «numa rendibilidade dos capitais próprios tangíveis (RoTE) de 17,1%», bem como a robustez da posição de capital, com um rácio CET1 de 19,2%.
O responsável salienta ainda que «a atividade comercial continuou a apresentar um desempenho positivo: o crédito a clientes cresceu 5,9% face a dezembro de 2025, os depósitos aumentaram 4,2% e a produção de crédito atingiu 3,4 mil milhões de euros no primeiro semestre».
O CEO conclui que «estamos a entrar num novo capítulo como parte do Grupo BPCE, com uma base sólida, maior dimensão e uma ambição reforçada para continuar a criar valor para os nossos clientes e para o País», deixando igualmente uma mensagem de confiança aos clientes do Novo Banco: «Queremos continuar a reforçar a confiança das famílias e das empresas portuguesas. Estamos a entrar num novo capítulo da nossa história, com uma capacidade reforçada para apoiar as ambições dos nossos clientes, contribuir para o crescimento económico e criar valor sustentável.»
Mais recentes
- Lisa Cook: “A inflação está muito alta”
- Relatório mostra que o dinheiro em espécie continua a crescer no sistema financeiro
- Compra do Commerzbank pelo UniCredit poderá criar um novo grupo financeiro no Top 10 europeu
- BCE diz que governos europeus não aumentaram as receitas fiscais com a subida do preço do petróleo
- MD Capital deve adiantar 1,7 milhões de euros à CGD pela compra do banco no Brasil
- Na iminência da publicação da PSD3 e do PSR, o tribunal europeu trava a expansão do perímetro dos serviços de pagamento