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“Não estamos a olhar para o Banco CTT”
ABANCA aposta no crescimento orgânico e afirma estar a crescer mais em Portugal do que em Espanha. Lucros no mercado português ascendem a 62,6 milhões de euros no primeiro semestre
27 Jul 2026 - 11:04
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O presidente do ABanca, Juan Carlos Escotet Rodríguez, CEO, Francisco Botas, e CFO, Alberto de Francisco/Foto: Apresentação dos Resultados
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O presidente do ABanca, Juan Carlos Escotet Rodríguez, CEO, Francisco Botas, e CFO, Alberto de Francisco/Foto: Apresentação dos Resultados
O ABANCA não está interessado na aquisição do Banco CTT. A garantia foi deixada nesta segunda-feira durante a apresentação dos resultados do primeiro semestre do banco galego.
Os responsáveis da instituição financeira sublinharam que “Portugal é um mercado estratégico para o Grupo, mas a nossa aposta passa pelo crescimento orgânico e pela plena integração do EuroBic, agora que concluímos todo o processo de harmonização tecnológica”, afirmou Francisco Botas, CEO do ABANCA.
Já o presidente da instituição, Juan Carlos Escotet, salientou que “a nossa estratégia tem assentado numa combinação de crescimento orgânico e crescimento inorgânico”. No entanto, acrescentou que “neste momento o mercado mudou de forma considerável. Com a melhoria da rentabilidade de todos os bancos, o respetivo valor aumentou significativamente. Quando analisamos o mercado, não identificamos, no curto ou médio prazo, oportunidades de aquisição. Estamos concentrados no crescimento orgânico e temos capacidade para o concretizar”.
Após a integração do EuroBic, o negócio em Portugal representa já uma parcela significativa da atividade do Grupo ABANCA. Atualmente, o mercado português contribui com 17% das receitas globais do Grupo, sendo o objetivo elevar esse peso para 20% do volume de negócios e dos resultados consolidados, através de um crescimento orgânico sustentado e eficiente.
No primeiro semestre de 2026, o resultado antes de impostos do ABANCA Portugal manteve uma trajetória de crescimento, aumentando 25,7% face ao mesmo período de 2025, de 49,8 milhões para 62,6 milhões de euros.
O ritmo de captação de clientes e de crescimento comercial continua a revelar-se muito positivo desde a conclusão da integração. No final do semestre, o volume de negócios ascendia a 21.025 milhões de euros, acima dos 20.445 milhões de euros registados no final do trimestre anterior.
As novas operações de crédito a particulares e empresas ultrapassaram os 3.000 milhões de euros e o ABANCA Portugal conquistou mais de 10.000 novos clientes desde o início de 2026.
Os responsáveis do Grupo destacaram ainda que “o crescimento em Portugal está a ser superior ao registado no mercado espanhol”.
Em paralelo, a qualidade dos ativos mantém-se robusta, com o rácio de crédito em incumprimento (NPL) fixado em 2,1% e uma taxa de cobertura destas imparidades de 88,9%.
Questionados sobre as novas regras para a concessão de crédito à habitação definidas pelo Banco de Portugal, que entram em vigor no próximo dia 1 de agosto, os responsáveis do ABANCA manifestaram uma posição favorável, considerando positiva a iniciativa do Governo português de apoiar o acesso dos jovens à compra de habitação.
Segundo os responsáveis do Grupo, o banco conquistou cerca de 10.000 novos clientes em Portugal durante o primeiro semestre de 2026, desempenho que contribuiu para um crescimento de cerca de 12% da sua quota de mercado no crédito à habitação.
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