3 min leitura
Seguros de Vida crescem 28,1% nos primeiros três meses do ano
Comboio de tempestades faz disparar pagamento de indemnizações nos ramos Não Vida
17 Jun 2026 - 16:20
3 min leitura
Gabriel Bernardino, presidente da ASF/Foto: ASF
Mais recentes
- AdC sugere regras mais claras sobre remuneração dos intermediários de crédito
- AdC sugere criação de comparador de remunerações de depósitos pagas pelos bancos
- 95% da população portuguesa a menos de 5 km por via rodoviária de um ponto de acesso a numerário
- Banco de Portugal aplica 3,4 milhões em coimas no 2.º trimestre
- Euromoney distingue novobanco como melhor banco para PMEs em Portugal
- Bankinter Portugal torna-se mecenas do renovado Museu Gulbenkian
Gabriel Bernardino, presidente da ASF/Foto: ASF
A produção de seguro direto no primeiro trimestre cresceu 18,2% em termos homólogos, para 4.969 milhões de euros, enquanto o montante pago aumentou 7,8%, informou nesta quarta-feira o regulador dos seguros.
De acordo com a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), entre janeiro e março, os seguros do ramo Vida cresceram 28,1%, para 2.566 milhões de euros, uma evolução para a qual contribuiu “o aumento verificado nos seguros de Vida não ligados” (29,2%). Trata-se de apólices em que o valor do contrato não está diretamente ligado ao desempenho de um fundo de investimento.
Já os ramos Não Vida registaram um crescimento de 9,2%, para 2.402 milhões de euros, impulsionados, em particular, pelas subidas de 10,7% no ramo automóvel, de 9,9% no ramo doença, de 6,5% nos acidentes de trabalho e de 11% no ramo incêndio.
Quanto aos montantes pagos, estes cresceram 7,8% nos primeiros três meses do ano, sobretudo devido ao aumento verificado nos ramos Não Vida, na sequência das tempestades ocorridas no final de janeiro.
No primeiro trimestre, o montante pago em seguro direto foi de 2.527 milhões de euros, dos quais 1.173 milhões de euros corresponderam ao ramo Vida e 1.354 milhões de euros aos ramos Não Vida.
No primeiro caso, verificou-se uma descida de 8,5% em termos homólogos, enquanto nos ramos Não Vida registou-se uma subida de 27,6%.
“Este aumento significativo dos montantes pagos nos ramos Não Vida foi resultado direto das indemnizações pagas na sequência do denominado ‘comboio de tempestades’ ocorrido nos primeiros meses do ano”, refere a ASF que é liderada por Gabriel Bernardino.
O valor das carteiras de investimento das empresas de seguros, no primeiro trimestre de 2026, totalizou 57.229 milhões de euros, uma subida de 1,2% face ao final do ano, enquanto o volume de provisões técnicas foi de 49.122 milhões de euros.
Os dados da ASF registam ainda que os montantes geridos pelos fundos de pensões recuaram 0,73% face ao final de 2025, atingindo 19.744 milhões de euros. Em termos homólogos, representam um aumento de 3,95%.
Já as contribuições para os fundos de pensões aumentaram 13,5% em termos homólogos, enquanto os benefícios pagos cresceram 11,1%.
No final de março, segundo a ASF, havia 238 fundos de pensões sob gestão, tendo sido constituídos quatro fundos de pensões e extintos outros quatro no mesmo período.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- AdC sugere regras mais claras sobre remuneração dos intermediários de crédito
- AdC sugere criação de comparador de remunerações de depósitos pagas pelos bancos
- 95% da população portuguesa a menos de 5 km por via rodoviária de um ponto de acesso a numerário
- Banco de Portugal aplica 3,4 milhões em coimas no 2.º trimestre
- Euromoney distingue novobanco como melhor banco para PMEs em Portugal
- Bankinter Portugal torna-se mecenas do renovado Museu Gulbenkian