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Supervisor bancário alemão proíbe publicidade “sensacionalista” do UniCredit sobre Commerzbank

O UniCredit removeu os anúncios, admitindo a sua ambiguidade, mas alertou para a "agressividade" e "caráter pessoal" das declarações de oposição à OPA sobre o Commerzbank.

27 Abr 2026 - 11:15

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Mark Branson, presidente do BaFin | Foto: BaFin/Matthias Sandmann

Mark Branson, presidente do BaFin | Foto: BaFin/Matthias Sandmann

O supervisor bancário alemão, o BaFin, proibiu, na sexta-feira passada, o UniCredit de promover publicidade sobre o seu rival Commerzbank que o regulador considerou “sensacionalista e não objetiva”. O UniCredit já removeu a publicidade entretanto.

“Como proponente num processo de aquisição, o UniCredit publicou anúncios nas redes sociais que eram de natureza sensacionalistas e não eram objetivos. Estes anúncios continham especulação sobre a situação económica do Commerzbank AG”, sublinha a entidade supervisora em comunicado.

Recorde-se que o UniCredit lançou no mês passado uma Oferta Pública de Aquisição sobre o Commerzbank e apresentou, na semana passada, uma estratégia de reestruturação do rival alemão. Na apresentação do CEO Andrea Orcel aos analistas, este criticou duramente o modelo de negócio do Commerzbank, bem como na documentação que foi divulgada no site do banco italiano.

O supervisor bancário reitera que está a resolver irregularidades no processo de aquisição em curso “ao mesmo tempo que traz clareza sobre os limites da publicidade aceitável relacionada com propostas de compra”. O anúncio em si caracterizava o Commerzbank como “negligenciado, incerto e sem visão”, de acordo com a Reuters.

Em comunicado citado pela Reuters, o UniCredit explicou que a publicidade pretendia promover a visão positiva que tem para o banco alemão, mas admite que a existência de ambiguidade e, portanto, removeu-a.

No entanto, a instituição italiana reforçou que “algumas das declarações utilizadas para se opor a esta transação têm sido, desde o início, excessivamente agressivas e de caráter altamente pessoal. Seria do interesse de todas as partes envolvidas que o tom dessas declarações fosse moderado”.

O Commerzbank recusou prestar declarações à Reuters sobre o assunto.

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