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Trump insiste em juros mais baixos
No dia em que foi conhecido que a economia norte-americana perdeu 23 mil empregos em julho, o presidente dos EUA volta a sugerir que a economia precisa de taxas de juro mais baixas
07 Ago 2026 - 16:21
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Trump presidente dos EUA | Foto White House
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Trump presidente dos EUA | Foto White House
Donald Trump voltou a insistir que a evolução da economia norte-americana justifica um nível mais baixo das taxas de juro, embora desta vez tenha evitado colocar o foco no presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, ao sublinhar que «depende, em parte, dele, mas não totalmente».
Numa entrevista à Punchbowl News, publicada nesta sexta-feira, Trump foi questionado sobre se Warsh deveria subir as taxas de juro antes das eleições intercalares de novembro. O presidente norte-americano respondeu que a decisão depende do próprio presidente da Reserva Federal «em certa medida, mas não totalmente», acrescentando que Warsh «conta com uma junta muito política» — repetindo críticas dirigidas a alguns membros da direção da Reserva Federal, entre eles o antigo presidente Jerome Powell e a governadora Lisa Cook, que esta semana afirmou ser favorável a uma subida das taxas caso a inflação não dê sinais de abrandamento.
A entrevista ocorreu no dia em que, surpreendentemente, o mercado de trabalho norte-americano revelou uma perda de 23 mil empregos em julho, deitando um balde de água fria sobre aqueles que esperavam uma recuperação depois dos dados dececionantes do mês anterior.
Os dados do Bureau of Labor Statistics (BLS, na sigla em inglês) contrariam as previsões do mercado, que apontavam para a criação de 80 mil postos de trabalho. E não só: o organismo reviu também em baixa os dados dos meses anteriores, agravando o «choque» provocado por dois meses consecutivos de deterioração do mercado de trabalho, depois de um início do ano que tinha sido considerado surpreendentemente positivo.
Ficam agora sob pressão os dois principais objetivos da Reserva Federal norte-americana (Fed): a criação de emprego e a estabilidade dos preços. Recorde-se que a inflação, que se fixou nos 3,5% em julho, permanece há cinco anos acima do objetivo de 2% definido pela Fed.
A conjugação de um mercado de trabalho mais fraco com uma inflação ainda elevada coloca a Reserva Federal perante um dilema na condução da política monetária, numa altura em que os mercados aguardam sinais sobre a eventual evolução das taxas de juro na próxima reunião do Comité Federal de Mercado Aberto, que se realiza em setembro.
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