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UBS vê potencial de rentabilidade de 8% ao ano nas ações do Millennium bcp
Banco de investimento reforça a recomendação de "compra" e aumenta o preço-alvo das ações do banco liderado por Miguel Maya de 1,03 para 1,18 euros
07 Jul 2026 - 11:43
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Miguel Maya, CEO do Millennium bcp | Foto: Millennium bcp
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Miguel Maya, CEO do Millennium bcp | Foto: Millennium bcp
Numa análise divulgada nesta terça-feira antes da apresentação dos resultados do segundo trimestre, o banco de investimento suíço antecipa a continuação de tendências operacionais sólidas, estimando que o Millennium bcp apresente um lucro líquido de 255 milhões de euros.
Os analistas da UBS referem que “as ações do BCP têm superado o desempenho do setor desde o início do ano (+20% face a +15%), sendo que, apenas no último mês (+14%), concentraram uma parte significativa dessa valorização”. Acrescentam que “a revisão em alta das estimativas de resultados por ação (EPS 2027E: +10% desde o início do ano) contribuiu para este desempenho, mas a ação também beneficiou de uma reavaliação do múltiplo, transacionando atualmente a cerca de 11,8 vezes os lucros estimados para 2027, com base no consenso (11,5 vezes segundo as estimativas da UBS)”.
A partir dos níveis atuais, os analistas consideram que, “embora o potencial de valorização seja mais limitado do que no passado, continuamos a considerar que a ação oferece valor em termos absolutos”, estimando uma rendibilidade total para o acionista de cerca de 8% ao ano, repartida entre um crescimento de aproximadamente 4% do valor contabilístico tangível por ação e uma rentabilidade por dividendos de cerca de 4%. Em termos relativos, assinalam que o setor negoceia, em média, a cerca de 10 vezes os lucros estimados para 2027.
A UBS considera ainda que o Millennium bcp continua a apresentar um “perfil atrativo de remuneração dos acionistas”, com rácios de distribuição de resultados de 90% em 2026 e de 80% em 2027, acima da média setorial de 75%, um rácio CET1 de cerca de 15% (face a 14% no setor) e uma rentabilidade por dividendo próxima de 7%. “Acresce que o atual programa de recompra de ações próprias (inferior a 3% da capitalização bolsista, dos quais cerca de 10% já executados) deverá continuar a apoiar a cotação no curto prazo”, sublinham.
“O prémio de valorização (cerca de 11,5 vezes os lucros estimados para 2027, face a 10 vezes no setor europeu) é justificado — e sustentável — pelo perfil mais favorável de risco-retorno. Além disso, não parece excessivo quando comparado com os bancos espanhóis de cariz doméstico (11 a 12 vezes), sobretudo após ajustamento pelo excesso de capital (menos de 11 vezes)”, acrescenta a análise.
Relativamente à já anunciada intenção da chinesa Fosun de alienar a sua participação de 20,45% no banco, a UBS considera que, se no passado este cenário poderia constituir “um fator de pressão sobre a ação, devido ao risco de uma colocação acelerada”, atualmente poderá ter um efeito diferente. “A eventual entrada de um investidor de maior dimensão ou a possibilidade de a Ageas reforçar a sua participação para proteger a parceria existente poderão constituir fatores de suporte para a cotação”, refere.
Perante este enquadramento, a UBS mantém a recomendação de “compra” para as ações do Millennium bcp e aumenta o preço-alvo de 1,03 para 1,18 euros.
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