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Warsh e Santos Pereira: a supervisão do supervisor no dia da Liberdade
Por, Miguel Alexandre Ganhão, Editor-Executivo do Jornal PT50
25 Abr 2026 - 08:11
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Miguel Alexandre Ganhão Diretor do Jornal PT50
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Miguel Alexandre Ganhão Diretor do Jornal PT50
Quem esta semana assistiu à audição de Kevin Warsh na Comissão Bancária do Senado norte-americano testemunhou o sistema de checks and balances em pleno funcionamento e, independentemente de se gostar ou não do atual estado da democracia nos Estados Unidos, presenciou em direto como ainda funcionam a liberdade e a transparência.
Foi uma audiência duríssima. Warsh, designado por Trump para substituir Jerome Powell na presidência da Reserva Federal norte-americana, foi confrontado com tudo: desde a origem e o valor do seu património pessoal até à sua alegada submissão a Trump, passando por afinidades negociais com Jeffrey Epstein.
Os senadores explicaram, um a um e publicamente, por que respeitavam Warsh ou por que tinham as maiores desconfianças em relação à honestidade e independência do preferido de Trump.
Na sua devida proporção, fez-me lembrar a audição de Álvaro Santos Pereira na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), no dia 17 de setembro do ano passado. A comissão parlamentar não é o Senado norte-americano e, se do outro lado do Atlântico a nomeação é presidencial, deste lado a nomeação para a liderança do banco central é governamental.
Mas o importante, ainda mais na data que hoje comemoramos, é mostrar aos cidadãos quem será, o que pensa e que percurso profissional ou académico tem o escolhido para liderar um supervisor. Só com este escrutínio, na primeira pessoa e perante o País, se pode aquilatar das qualidades e do perfil do eleito.
Disse-me um antigo presidente do Tribunal de Contas que “a força de um organismo de fiscalização ou supervisão é tanto maior quanto o carisma do seu presidente!”. Uma máxima que se mantém atual numa altura em que o imediatismo informativo requer, cada vez mais, pessoas com elasticidade de pensamento e rapidez na abordagem de assuntos estruturantes.
O escrutínio público não fragiliza. Credibiliza quem tem valores, formação e conhecimento. E, com essa credibilização, vem uma tomada de decisão mais fundamentada e inteligente para todos os atores setoriais e para os cidadãos em geral.
Colocar o carisma ao serviço da credibilidade será a fórmula do êxito de um supervisor respeitado pelos supervisionados e valorizado por uma sociedade livre e democrática.
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