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Banco de Desenvolvimento da África Austral entra no fundo para as alterações climáticas
A AFC, uma das principais financiadora de infraestruturas no continente, é a gestora do ICRF, que tem um capital de 750 milhões de dólares (640 milhões de euros).
28 Abr 2026 - 10:25
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Samaila Zubairu, CEO da Corporação Financeira Africana | Foto: Norwegian African Summit
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Samaila Zubairu, CEO da Corporação Financeira Africana | Foto: Norwegian African Summit
A Corporação Financeira Africana (AFC) anunciou nesta segunda-feira que o Banco de Desenvolvimento da África Austral (DBSA) vai entrar no Fundo de Infraestruturas Resilientes às Alterações Climáticas (ICRF), para ampliar o financiamento da adaptação às alterações climáticas.
O acordo é “um passo significativo na ampliação do financiamento para a adaptação climática em toda a África e sublinha o reforço do alinhamento institucional africano à volta das infraestruturas como catalisadoras da resiliência climática, da integração regional e da transformação económica a longo prazo”, lê-se num comunicado da AFC enviado à Lusa depois da assinatura do acordo em Nairobi, onde decorre a cimeira “A África que Construímos”.
A AFC, uma das principais financiadora de infraestruturas no continente, é a gestora do ICRF, que tem um capital de 750 milhões de dólares (640 milhões de euros), e como principal objetivo tornar as infraestruturas africanas resistentes às alterações climáticas, “incorporando medidas de resiliência em todo o ciclo de vida dos ativos, desde o planeamento e a conceção até à construção e operação”. O objetivo do Fundo, acrescenta-se na nota, é “garantir que os sistemas de infraestruturas possam resistir a impactos climáticos cada vez mais severos e imprevisíveis”.
O ICRF foi concebido para atrair capital público e privado para projetos de infraestruturas sensíveis à resiliência climática desde o início, já que, “combinando financiamento misto e mecanismos específicos de redução de risco, o Fundo permite a integração de medidas de resiliência que, de outra forma, seriam difíceis de financiar, desbloqueando assim capital privado em grande escala”.
Citado no comunicado, o presidente da AFC, Samaila Zubairu, afirmou: “Com o continente a perder cerca de 2% a 5% do PIB anualmente devido a choques climáticos e as necessidades de adaptação a atingirem até 50 mil milhões de dólares (42,6 mil milhões de euros) por ano, a urgência é evidente”.
Concebido explicitamente para fazer face aos riscos sistémicos que as alterações climáticas representam para as infraestruturas africanas, o Fundo visa o investimento em energias renováveis, transportes e logística, infraestruturas digitais e desenvolvimento industrial.
O Fundo de Infraestruturas Resilientes às Alterações Climáticas pretende mobilizar até 3,7 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros) em financiamento total, o que permitiria “ampliar significativamente o investimento em infraestruturas resilientes às alterações climáticas em toda a África”, conclui-se no comunicado.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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