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Bancos americanos reportam crescimento de 15% nas receitas de mercados de capitais no 3.º trimestre

Os bancos norte-americanos registaram receitas superiores a 44 mil milhões de euros na área de mercados de capitais no 3.º trimestre.

17 Out 2026 - 08:27

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Foto Pexels

dólar eua

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Os maiores bancos americanos divulgaram nesta semana os seus resultados trimestrais e todos registaram subidas homólogas do lucro a dois dígitos, à exceção do Bank of America, que foi impactado por uma coima superior a mil milhões. A Morningstar DBRS analisou os resultados de cinco instituições bancárias e destacou o desempenho da área de mercados de capitais, cujas receitas cresceram 15% para mais de 44,61 mil milhões de euros.

Esta evolução deu-se “apesar das condições de mercado em constante mudança durante o trimestre”, nota a agência de ‘rating’. Olhando para o último trimestre de 2026, a DBRS considera que as perspetivas a curto prazo são favoráveis, mas menos certas do que em meados do ano.

A DBRS teve em conta os resultados do JPMorgan, Bank of America, Citigroup, Morgan Stanley e Goldman Sachs.

“Um forte apetite pelo risco, os investimentos relacionados com a IA e os mercados de financiamento ativos sustentaram o desempenho em julho e agosto, enquanto as taxas de referência mais elevadas, o aumento dos preços da energia e a renovada incerteza geopolítica abrandaram a atividade em setembro e levaram os emitentes e os investidores a rever as avaliações e o calendário de execução”, retrata a DBRS.

Do lado positivo, a sustentar o potencial de receitas, estão o diálogo estratégico saudável, as necessidades de financiamento ativas, a formação de capital relacionada com a Inteligência Artificial e os fortes ‘equities franchises’. No sentido contrário, surgem as taxas e juro de longo prazo mais elevadas, a volatilidade geopolítica e do mercado energético, as possíveis discrepâncias nas avaliações dos emitentes e a sazonalidade típica do quarto trimestre.

Segundo a DBRS, o trimestre que fechou no final de setembro ficou marcado pela expansão contínua dos ‘equities franchises’. “Os saldos da corretagem de primeira linha, a procura de financiamento, a atividade em derivados e os volumes globais de liquidez sustentaram os resultados, enquanto a Ásia continuou a ser uma importante fonte de crescimento”, ilustra.

Ao mesmo tempo, aponta a agência, “as necessidades de financiamento de infraestruturas de IA continuam a impulsionar as atividades de consultoria, subscrição, capital privado, crédito e mercados”.

“De um modo geral, a dimensão do investimento previsto criou amplas oportunidades nos mercados de dívida pública e privada e de ações”, acrescenta, recordando, contudo, que “as equipas de gestão também salientaram a incerteza em torno da viabilidade económica dos projetos, da disponibilidade de energia, das taxas de juro, das estruturas dos patrocinadores e do ritmo a que a oferta e a procura de capacidade computacional poderão reequilibrar-se”.

Neste sentido, os bancos estão a “equilibrar as oportunidades de receitas com a disciplina de subscrição, os limites de concentração em emitentes individuais e temáticos, a análise de garantias e os testes de stress a nível empresarial”, explica a DBRS.

Por sua vez, as receitas de vendas e negociação de ações cresceram 37% face ao ano anterior, mas caíram em cadeia, “como era de esperar”. O Goldman Sachs, o JPMorgan e o Morgan Stanley reportaram aumentos “particularmente fortes” e, segundo as declarações das administrações, esta melhoria é “estrutural” e não “cíclica”.

Do lado do ‘fixed income’ e das vendas, as receitas baixaram 4%, em média, face ao mesmo período de 2025. Em cadeia, também se registou uma quebra. O Citigroup teve o único crescimento homólogo, enquanto o Goldman Sachs se manteve estável. Os restantes apresentaram descidas.

“O financiamento de produtos cambiais e de spread revelou-se, de um modo geral, resiliente, enquanto os produtos de taxas de juro, crédito, matérias-primas, hipotecas e produtos titularizados apresentaram resultados mais variados”, esclarece.

Olhando para a banca de investimento, as receitas totais dos bancos subiram 9% em relação ao ano anterior. A consultoria foi a componente que se destacou, dada a atividade de fusões e aquisições, explica a DBRS. A subscrição de ações teve um desempenho “sólido” e a de dívida manteve-se estável.

Para o futuro, prevê a DBRS, “a carteira de projetos mantém-se sólida e diversificada em termos de produtos, setores e regiões, o que é um bom presságio para os resultados futuros”.

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