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O meu agente de IA vai combinar com o teu agente de IA para falarmos com o agente de IA do banco
Por Miguel Alexandre Ganhão, Diretor do Jornal PT50
17 Out 2026 - 07:52
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Miguel Alexandre Ganhão Diretor do Jornal PT50
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Miguel Alexandre Ganhão Diretor do Jornal PT50
Esta semana, Gabriel Bernardino, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), transportou-nos para um futuro não muito longínquo. O ano era 2030 e aquele responsável descreveu um episódio em que um cidadão que pretende contratar um seguro não contacta a companhia de seguros nem o mediador… Entrega o assunto ao seu agente de inteligência artificial (IA).
«Esse agente conhece as suas preferências, compreende os seus objetivos financeiros, analisa a sua situação patrimonial, consulta centenas de produtos disponíveis no mercado e inicia negociações com os agentes digitais das instituições financeiras. Em poucos minutos, apresenta uma recomendação, o cidadão valida-a e a operação é executada», relatou.
O cenário descrito por Gabriel Bernardino na conferência AI & Data Summit, organizada pelo Jornal PT50 e pela Informa D&B, poderá concretizar-se, quem sabe, mesmo antes de 2030.
A maioria dos universitários com menos de 25 anos já utiliza vários agentes de IA, treinados para os ajudar no seu percurso académico. Todos os bancos e seguradoras que operam em Portugal estão ativamente empenhados no desenvolvimento de agentes de IA capazes de antecipar e responder, de forma personalizada, às necessidades dos seus clientes, mesmo antes de estes as manifestarem.
Estamos perante uma mudança. Não é apenas a sociedade que está a mudar: é a própria espécie humana.
O desafio é enorme, e a inteligência natural tem de prevalecer durante o processo de desenvolvimento da inteligência artificial. Os valores da bondade, da solidariedade e da distinção entre o bem e o mal são hoje convocados de forma decisiva. Nas nossas vidas, nas nossas organizações, nas nossas famílias e também no desenvolvimento de agentes de IA.
Temos de saber fazer as escolhas humanas certas para potenciar a IA, por exemplo, na descoberta de novos caminhos para combater as doenças, preservar o ambiente e erradicar a pobreza. Só assim valerá a pena ter a inteligência artificial como aliada.
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