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Commerzbank recomenda aos acionistas a rejeição da OPA do UniCredit
O Commerzbank rejeitou oficialmente a OPA do UniCredit, voltando a criticar a sua abordagem, bem como a falta de valor implícito na oferta.
18 Mai 2026 - 14:08
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
O Commerzbank rejeitou formalmente a Oferta Pública de Aquisição do UniCredit e recomendou aos seus acionistas que não aceitem a mesma. “A conclusão é inequívoca: o valor implícito da oferta representa um desconto significativo em relação ao potencial de criação de valor a longo prazo do Commerzbank, bem como aos indicadores de negociação atuais”, considera o banco alemão, num comunicado conjunto do Conselho de Administração e do Conselho de Supervisão.
Segundo explica, a análise do Commerzbank à oferta do rival italiano teve em consideração a evolução e desempenho das ações da instituição germânica, o preço mínimo, os valores previstos pelos analistas, bem como os prémios habituais em ofertas do género e os múltiplos de avaliação dos bancos europeus. Acresce ainda o potencial de valor da estratégia adotada pelo Commerzbank até 2030.
Commerzbank vs UniCredit: uma luta pela independência com quase dez anos de história
Em relação ao valor das ações do Commerzbank, o banco realça que o valor implícito de 34,56 euros por ação fica abaixo dos 36,48 euros registados no fecho de mercado de sexta-feira, dia 15 de maio, e ainda mais longe da mediana de 41,5 euros prevista pelos analistas. Com base nestes números, o banco acusa o UniCredit de lançar uma “tentativa oportunista de adquirir controlo” sem recompensar os acionistas de forma adequada.
Neste sentido, o presidente do Conselho de Supervisão, Jens Weidmann, realça os riscos que a oferta lançada pelo UniCredit contém e relembra os acionistas de que esta operação consiste numa troca de ações, o que significa que quem a aceitar vai sujeitar-se a esses mesmos riscos mais tarde enquanto investidores do banco italiano.
O Commerzbank volta a reforçar que as expectativas do proponente de reduzir custos e encontrar sinergias são “especulativas” e “não são robustas nem convincentes”. Mais ainda, os objetivos de reestruturação precisam de “cooperação construtiva e confiança”, algo que considera ter sido gravemente afetado pela forma como o UniCredit tem levado o processo.
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