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Consumidores bancários moçambicanos apresentaram 1103 queixas em 2025
O BCI, da CGD, liderou em número de queixas no segundo semestre, com 168, registando o dobro do Millennium BIM, do BCP, que ficou em segundo com 84.
14 Mai 2026 - 10:24
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Os consumidores bancários moçambicanos apresentaram 1103 reclamações em 2025, incluindo 483 no segundo semestre, envolvendo sobretudo as duas maiores instituições bancárias, controladas por bancos portugueses e com mais de dois milhões de clientes, segundo dados oficiais.
De acordo com um relatório do Banco de Moçambique, com dados referentes ao segundo semestre, daquele total de queixas recebidas de julho a dezembro de 2025, o Banco Comercial de Investimentos (BCI), do grupo Caixa Geral de Depósitos, contabilizou 168 (211 no primeiro semestre), com um índice de reclamações de 6,8 e 2,4 milhões de clientes. Segue-se o Millennium BIM, detido pelo português Millennium BCP, que contabilizou 84 queixas (113 no primeiro semestre), com um índice de reclamações de 5,2 e 2,2 milhões de clientes.
Na lista surgem depois duas carteiras móveis, que prestam serviços financeiros via telemóvel, casos da Vodacom M-Pesa, com 35 queixas, num universo de 13,9 milhões de clientes, e a M-Mola, com 20, em 10,9 milhões de clientes.
Às 483 queixas do segundo semestre somam-se 620 registadas nos primeiros seis meses de 2025. Segundo o histórico do banco central, no segundo semestre de 2024 foram apresentadas 809 reclamações e no primeiro semestre 979, totalizando assim, nesse ano, um recorde de 1788 queixas, que recuaram em 2025.
De acordo com o mesmo relatório do banco central, 37% (181) do total de reclamações apresentadas no segundo semestre de 2025 foram sobre operações de crédito, 21% (103) sobre contas bancárias, também 20% (100) sobre o funcionamento de máquinas ATM e 7% (36) sobre transferências.
As reclamações apresentadas por clientes do sistema bancário tinham crescido 38,5% em 2023, para 1120.
A Lusa noticiou anteriormente que o Banco de Moçambique deu razão a 85% das reclamações apresentadas pelos clientes dos serviços financeiros em todo o ano de 2024, levando à devolução de 18 milhões de meticais (243 mil euros). “Além da emissão de determinações específicas às instituições visadas para a correção das irregularidades detetadas, as reclamações concluídas favoravelmente aos consumidores financeiros resultaram na recuperação e devolução de aproximadamente 18 milhões de meticais, que tinham sido indevidamente cobrados aos reclamantes”, refere um relatório anterior do banco central.
Funcionam em Moçambique um total de 15 bancos, 14 microbancos, quatro cooperativas de crédito, 13 organizações de poupança e empréstimo, e 2304 operadores de microcrédito, entre outras tipologias, segundo dados anteriores do banco central.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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