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Famílias europeias reforçam aposta em planos de reforma

Banco Central Europeu revela que os europeus aumentaram o investimento em produtos financeiros no primeiro trimestre de 2026

27 Jul 2026 - 11:29

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

As famílias europeias reforçaram o investimento em produtos financeiros nos primeiros três meses de 2026. Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central Europeu (BCE), estes investimentos cresceram 2,9%, face aos 2,6% registados no trimestre anterior.

O maior aumento verificou-se nos planos de reforma, cujo investimento acelerou para 5,5%, depois de ter crescido 2,8% no trimestre precedente. Também os investimentos em seguros de vida (2,8%, face a 2,6%) e em títulos de dívida (3,5%, face a 3,2%) registaram um crescimento mais expressivo.

Por sua vez, o investimento em ações e outros instrumentos de capital manteve um ritmo de crescimento praticamente inalterado, de 2%. Em contrapartida, o investimento em numerário e depósitos abrandou, crescendo 2,9%, abaixo dos 3,1% registados no trimestre anterior, acrescenta a instituição liderada por Christine Lagarde.

O BCE refere ainda que, em termos líquidos, as famílias foram compradoras de títulos de dívida, investindo sobretudo em obrigações emitidas pelas administrações públicas, ao mesmo tempo que reduziram a sua exposição a títulos emitidos por instituições de microfinanças.

Segundo o banco central, “as famílias foram, em geral, vendedoras líquidas de ações cotadas em bolsa, alienando sobretudo ações emitidas por sociedades não financeiras, enquanto aumentaram as suas posições em ações emitidas por entidades residentes fora da área do euro, por outras instituições financeiras e por empresas de seguros”. O BCE acrescenta que as famílias continuaram igualmente a ser compradoras líquidas de unidades de participação em fundos de investimento, tanto monetários como não monetários.

A poupança líquida da área do euro manteve-se praticamente inalterada, situando-se em 902 mil milhões de euros — o equivalente a 7% do rendimento disponível líquido da área do euro — nos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2026, em comparação com os 900 mil milhões de euros registados nos quatro trimestres terminados no trimestre anterior.

Já o investimento líquido não financeiro da área do euro diminuiu para 629 mil milhões de euros, correspondentes a 4,9% do rendimento disponível líquido da área do euro, refletindo uma redução do investimento líquido por parte das sociedades não financeiras e das instituições financeiras.

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