Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

5 min leitura

Lucro dos maiores bancos nacionais recua 3,4% no primeiro semestre

Os cinco maiores bancos nacionais reportaram um lucro de 2,52 mil milhões no 1.º semestre do ano. As margens continuam a comprimir e as comissões não conseguem preencher o vazio.

05 Ago 2026 - 07:20

5 min leitura

Os cinco maiores bancos nacionais – Caixa Geral de Depósitos (CGD), Millennium BCP, Santander Portugal, Novo Banco e BPI – obtiveram um lucro de 2,52 mil milhões de euros na primeira metade de 2026, o que equivale a uma descida de 3,41% face ao mesmo período de 2025. São menos 89 milhões de euros em lucro.

Os resultados destas instituições são um tanto heterogéneos, com o Millennium BCP a liderar em termos de subida do lucro, que cresceu 12,7% para 565,8 milhões, e o Novo Banco a apresentar a maior queda, de 15,6% para um total de 367,2 milhões. Este último justificou a quebra com os custos extraordinários associados à venda do banco ao Groupe BPCE.

O BPI e o Santander Portugal reportaram recuos semelhantes, de 13% e 13,9%, respetivamente, para 239 milhões e 434 milhões. Já a CGD foi a única a acompanhar o BCP em terreno positivo, avançando 2,2% para 913 milhões, o melhor registo absoluto entre os cinco, como já é habitual.

Em relação à evolução do negócio destes bancos, há uma queda generalizada das receitas, à exceção do BCP. O maior banco privado português registou um produto bancário de 1,95 mil milhões, 5,5% acima do ano anterior.

O Novo Banco observou a maior descida neste campo, de 5%, para 758,7 milhões. Seguiu-se a CGD, com 4%, num total de 1,6 mil milhões. BPI e Santander Portugal voltam a estar próximos, com quedas de 2% e 1,2%, respetivamente, para 602 milhões e 943,4 milhões.

Ajuste das margens financeiras continua

Decompondo as receitas da banca, é possível averiguar que o ajuste às taxas de juro mais baixas ainda produz efeitos negativos. Para atenuar este efeito, as instituições bancárias vinham a registar sucessivos aumentos nas comissões, algo que se manteve.

O Novo Banco destaca-se pelo seu desempenho em contraciclo. A sua margem financeira manteve-se resiliente, crescendo 0,8% para 563,3 milhões, enquanto os rendimentos de serviços a clientes baixaram 0,9% para 178,1 milhões.

As margens financeiras continuam a ajustar-se às taxas de juro diretoras mais baixas. CGD, Santander Portugal e BPI sofreram decréscimos anuais de 3%, 2,6% e 2%, respetivamente, para 1,24 mil milhões, 677,6 milhões e 432 milhões. Já o BCP conseguiu manter a sua margem em terreno positivo, aumentando 3,4% para 1,49 mil milhões.

No lado das comissões, estes quatro bancos reportam aumentos. O BPI alcançou a maior subida, de 8%, para 163 milhões, que é, por outro lado, o valor absoluto mais baixo entre os cinco. Já a CGD, BCP e Santander Portugal atingiram evoluções semelhantes. A Caixa arrecadou 308 milhões, mais 6% do que no semestre homólogo, e o BCP 438 milhões, mais 5,8%. O Santander Portugal encaixou 259,2 milhões, um aumento de 5,5%.

No campo das despesas operacionais, o Santander Portugal foi a única instituição a reduzir as mesmas, em 0,7%, para 257 milhões. Na CGD houve um incremento de 1% para 562 milhões e no BPI cresceram 5% para 267 milhões. O Millennium BCP reportou custos de 720,2 milhões, mais 5,4%.

O Novo Banco registou o maior aumento de despesas, em 11,8%, totalizando 292 milhões. O banco explicou, contudo, que esta subida se deveu a custos extraordinários relacionados com a venda ao BPCE. Sem estes custos, revela, o aumento teria sido de 7,1%.

Os rácios de eficiência vão desde os 27,2% no Santander Portugal aos 43% no BPI. O primeiro aumentou 0,1 pontos percentuais (pp), enquanto o segundo subiu 5pp. Também a subir 5 pp surge o Novo Banco, precisamente pelas mesmas razões que levaram ao incremento das despesas. O rácio de eficiência ascendeu a 39,4%.

A CGD fixou-se em 34,6%, o que fica acima dos 32,8% registados um ano antes. Já o BCP melhorou o rácio de eficiência em 0,1 pp para 36,9%.

Santander Portugal mantém-se o mais rentável

O Santander Portugal retém o título de mais rentável do setor. O banco teve um RoTE no semestre de 29,3%, menos 1,1 pp. O BCP reportou o único crescimento neste indicador, passando de 14,9% para 15,2%. Já a CGD divulga apenas o ROE, que caiu 1,9 pp para 23,2%.

O Novo Banco teve uma quebra de 5,1 pp no RoTE, que se cifrou em 17,1%. O BPI baixou 1,8 pp para 14,8%.

A solvabilidade dos bancos não sofreu grandes alterações nestes seis meses. O BCP teve a queda mais acentuada do rácio CET1, de 1,1 pp, para 15,1%. O BPI também reportou uma quebra, de 0,1 pp, fixando-se em 13,9%.

O Novo Banco, por outro lado, teve o maior aumento deste indicador, que passou de 16,8% para 19,2%. O Santander Portugal cresceu 1,6 pp para 15,8% e a CGD subiu 0,1 pp para 21,3%, mantendo o lugar de topo.

O BPI interrompeu um ciclo de queda do rácio NPE, que passou de 1,2% para 1,3%. O valor continua abaixo do registado em junho de 2024 e é o mais baixo entre as cinco instituições, empatado com o Santander Portugal, que registou uma descida de 0,2 pp.

O BCP apresentou a maior diminuição do rácio NPE, caindo 0,5 pp para 2,2%. Já a CGD baixou ligeiramente de 1,68% para 1,63%. O Novo Banco não divulga o rácio NPE, mas adianta que o rácio NPL se fixou em 2,8%, menos 0,4 pp do que um ano antes.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade