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Lucros do suíço UBS sobem 42,8% para 5,12 mil milhões no 1.º semestre
O UBS destaca a migração total das contas do Credit Suisse e a aproximação à meta de sinergia de custos de quase 12 mil milhões.
29 Jul 2026 - 13:59
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CEO do UBS, Sergio Ermotti | Foto: UBS
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CEO do UBS, Sergio Ermotti | Foto: UBS
O maior banco suíço, UBS, anunciou nesta quarta-feira que obteve um lucro líquido de 5,84 mil milhões de dólares (5,12 mil milhões de euros) na primeira metade de 2026, mais 42,8% do que no mesmo período de 2025. No segundo trimestre, o banco de Zurique obteve um lucro líquido de 2,8 mil milhões de dólares (2,46 mil milhões de euros), um aumento homólogo de 16,9%.
“Os sólidos resultados do segundo trimestre e a boa geração de capital reforçaram ainda mais o nosso balanço, dotando-o de solidez para enfrentar todo tipo de circunstâncias”, afirmou no relatório o CEO, Sergio Ermotti. Isso, acrescentou, “permite continuar a destinar recursos financeiros a oportunidades de crescimento rentáveis, apoiar os clientes e cumprir os objetivos de remuneração ao acionista”.
Os rendimentos de janeiro a junho ascenderam a 27,94 mil milhões de dólares (24,51 mil milhões de euros), um aumento de 13,2% em relação ao mesmo período de 2025, e no segundo trimestre foram de 13,7 mil milhões de dólares (12,02 mil milhões de euros), uma subida de 13,1%.
Destacaram-se neste campo os rendimentos obtidos na gestão de fortunas na primeira metade do ano, de 14,22 mil milhões de dólares (12,47 mil milhões de euros), mais 11,7%, e os da banca de investimento, que ascenderam a 7,78 mil milhões de dólares (6,83 mil milhões de euros), um aumento homólogo de 26,5%.
No relatório, o UBS sublinhou que o caminho para a integração total do Credit Suisse – adquirido em 2023 – continua a avançar desde que recentemente foi concluída a migração total das contas dos clientes, e espera-se que se conclua no final deste ano. Através das operações de integração, indicou, foi alcançada uma economia bruta acumulada de custos de 12,6 mil milhões de dólares (11,05 mil milhões de euros), mais de 90% do objetivo de alcançar 13,5 mil milhões de dólares (11,84 mil milhões de euros) antes do final deste ano.
“Desde o início deixei claro que a aquisição do Credit Suisse não era um presente que tivéssemos recebido, mas sim um prémio pelo qual todos teríamos que lutar para conseguir”, destacou Ermotti, que chegou à direção do banco precisamente para liderar esse processo, pouco depois da compra do banco rival para o salvar da falência. “Como era de esperar, o caminho não foi fácil nem linear. Requereu muito trabalho por parte dos meus colegas e decisões dolorosas, mas agora esses esforços estão a dar frutos e a extraordinária paciência e o apoio dos nossos acionistas começam a ser recompensados”, assegurou.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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