4 min leitura
Numerário mantém-se como principal meio de pagamento em Espanha
Banco de Espanha divulga estudo anual. Cerca de 92% dos cidadãos não são favoráveis a uma sociedade sem dinheiro físico, face aos 88% registados em 2025
26 Out 2026 - 14:06
4 min leitura
Foto UnsplashChristian Dubovan
Mais recentes
- Bancos europeus propõem reuniões regulares com a AMLA para discutir o combate ao branqueamento de capitais
- Primeiro funcionário da Feedzai assume o cargo de diretor de tecnologia
- Cuatrecasas assessora 33N Ventures no lançamento de fundo de 200 milhões para IA, cibersegurança e defesa
- Receitas do setor dos pagamentos devem abrandar nos próximos cinco anos
- António Guerreiro distinguido pelo ISEG com o Prémio Empreendedor do Ano
- Revolut Ventures chega em 2027 e abre portas ao investimento em empresas tecnológicas não cotadas
Foto UnsplashChristian Dubovan
O dinheiro físico continua a ser o principal meio de pagamento em Espanha, com 57% dos inquiridos a afirmarem que efetuam pagamentos em numerário todos os dias. Embora o cartão continue a ser o segundo meio de pagamento mais utilizado, com 26% dos inquiridos a referirem que o utilizam diariamente, a sua importância como principal meio de pagamento diminui ligeiramente, enquanto os dispositivos móveis ganham protagonismo, sendo utilizados diariamente por 19% dos inquiridos.
Os dados constam de um estudo realizado pelo Banco de Espanha, que tem como objetivo acompanhar sistematicamente a evolução dos hábitos de pagamento da população, tanto nas transações entre particulares como nas efetuadas em estabelecimentos comerciais físicos.
O documento, divulgado nesta segunda-feira, refere que «o dinheiro físico continua a ter uma importância significativa nos hábitos de pagamento dos cidadãos espanhóis, mantendo-se como o principal meio de pagamento nos estabelecimentos físicos, embora se registe um forte aumento da utilização de dispositivos móveis. O recurso ao dinheiro físico continua especialmente generalizado entre as pessoas com 55 ou mais anos e entre aquelas com níveis de escolaridade mais baixos».
«As principais razões que justificam a sua utilização continuam a ser o hábito, a comodidade e o controlo das despesas, tendo a privacidade ganho importância. Por sua vez, os utilizadores de meios de pagamento eletrónicos destacam sobretudo a comodidade e a rapidez», acrescenta o relatório.
No âmbito das transações entre particulares, o dinheiro físico mantém-se como o principal meio de pagamento, seguido do Bizum, um serviço de pagamentos instantâneos associado à banca espanhola que permite transferir dinheiro entre particulares e pagar compras através do telemóvel, por meio de uma aplicação bancária compatível. Trata-se de um serviço semelhante ao MB WAY, em Portugal. O Bizum continua a ser a primeira opção entre os menores de 45 anos e as pessoas com habilitações académicas superiores.
Segundo o Banco de Espanha, «não se observam alterações significativas nos hábitos de utilização do dinheiro físico. A maioria dos cidadãos mantém estável a sua utilização e prevê continuar a utilizá-lo em níveis semelhantes durante o próximo ano». O relatório acrescenta que «aumenta ligeiramente a percentagem de pessoas que guardam dinheiro físico para fazer face a imprevistos e como forma alternativa de poupança, enquanto se mantém estável a percentagem das que dispõem apenas do montante necessário para as despesas quotidianas».
Em média, a população espanhola transporta 47 euros na carteira. Nos municípios sem uma agência bancária permanente, este montante é ligeiramente superior, embora seja bastante inferior ao registado em 2025, quando se situava nos 61 euros.
As caixas automáticas continuam a ser o principal meio de acesso ao dinheiro físico em Espanha. A maioria das deslocações para levantar numerário é feita a pé e demora menos de dez minutos.
«Os canais alternativos de acesso ao dinheiro físico continuam a ser pouco conhecidos, têm uma utilização reduzida e não se prevê que venham a registar um aumento no futuro», refere o relatório. O documento salienta ainda que, «nos municípios sem balcão bancário permanente, aumenta a utilização de transporte privado para obter dinheiro físico, bem como o tempo de deslocação e as dificuldades associadas à distância até ao balcão bancário ou à caixa automática».
«A população continua a identificar como principais vantagens do dinheiro físico a proteção contra falhas tecnológicas ou fraudes, a privacidade e o controlo das despesas», aponta o relatório.
Relativamente ao euro digital, o documento refere que o conhecimento dos espanhóis sobre esta iniciativa tem aumentado, «embora a maioria dos cidadãos afirme que não o utilizaria por se sentir confortável com os meios de pagamento atuais».
Mais recentes
- Bancos europeus propõem reuniões regulares com a AMLA para discutir o combate ao branqueamento de capitais
- Primeiro funcionário da Feedzai assume o cargo de diretor de tecnologia
- Cuatrecasas assessora 33N Ventures no lançamento de fundo de 200 milhões para IA, cibersegurança e defesa
- Receitas do setor dos pagamentos devem abrandar nos próximos cinco anos
- Numerário mantém-se como principal meio de pagamento em Espanha
- António Guerreiro distinguido pelo ISEG com o Prémio Empreendedor do Ano