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Particulares foram os maiores financiadores da economia no primeiro trimestre de 2026
Banco de Portugal divulga contas nacionais financeiras. Depósitos e numerário aumentam e representam 3,1% do Produto Interno Bruto
10 Jul 2026 - 11:15
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Os particulares foram o setor com maior capacidade de financiamento da economia no primeiro trimestre de 2026, revelou nesta sexta-feira o Banco de Portugal. Em termos líquidos, financiaram os quatro setores de contraparte: o setor financeiro (1,3% do Produto Interno Bruto — PIB), o resto do mundo (1,2% do PIB), as sociedades não financeiras (0,9% do PIB) e as administrações públicas (0,7% do PIB).
Nas operações com o setor financeiro, destacaram-se o aumento do numerário e dos depósitos (3,1% do PIB) e dos montantes aplicados em regimes de seguros, pensões e garantias padronizadas (1,6% do PIB), parcialmente compensados pelo aumento dos empréstimos (4,4% do PIB), sobretudo destinados à habitação.
Os valores relativos aos regimes de seguros foram influenciados pelo aumento das provisões técnicas dos seguros não vida, em resultado dos danos provocados pelo denominado «comboio de tempestades» que atingiu Portugal no início do ano.
Destaca-se ainda o investimento dos particulares em ações e outras participações de sociedades não financeiras, do setor financeiro e do resto do mundo, equivalente a 3,1% do PIB.
O setor financeiro financiou, em termos líquidos, as entidades não residentes em 4,9% do PIB, destacando-se as transações líquidas em títulos de dívida (7,1% do PIB) e em empréstimos (1,5% do PIB), parcialmente compensadas pela redução líquida do numerário e dos depósitos (3,1% do PIB).
Em sentido inverso, as administrações públicas financiaram, em termos líquidos, o setor financeiro em 1,6% do PIB, sobretudo através da redução dos títulos de dívida pública detidos por este setor, equivalente a 1,9% do PIB.
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