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Revolut incorpora IA para a negociação de criptomoedas pelos seus clientes
Funcionalidade vai ligar as principais ferramentas de IA à plataforma de negociação Revolut X
10 Jul 2026 - 10:57
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Foto: Revolut
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A Revolut vai incorporar ferramentas de Inteligência Artificial (IA) na sua plataforma de negociação, a Revolut X, adiantou o diretor do Departamento de Criptomoedas da instituição, Leonid Bashlykov. O objetivo é ajudar os clientes do neobanco a negociar estes ativos digitais, através da receção de alertas e da simulação de estratégias para as suas carteiras de criptoativos com recurso a agentes de IA.
Esta nova funcionalidade vai ligar várias ferramentas de IA — como Claude, Gemini, OpenClaw e Cursor, entre outras — à plataforma Revolut X. Os clientes poderão dar instruções de negociação, programar ordens de compra com limite de preço ou gerir posições apenas através de comandos escritos dirigidos ao agente de IA.
A Revolut sublinha que os utilizadores continuarão a ser os responsáveis finais pelas operações, mantendo sempre a possibilidade de corrigir ou cancelar qualquer transação antes da sua execução efetiva, a qual dependerá da sua autorização expressa.
Entretanto, a Revolut está a reforçar os mecanismos de controlo das suas operações financeiras na Lituânia, depois de o Serviço de Investigação de Crimes Financeiros daquele país (FNTT) ter revelado que cerca de 80% dos relatórios de transações suspeitas recebidos têm origem no neobanco.
De acordo com Max Karpis, analista independente especializado na Revolut, a instituição atribui o elevado volume de transações suspeitas reportadas à sua dimensão, uma vez que presta serviços a cerca de 57 milhões de clientes em toda a Área Económica Europeia (EEE), um número muito superior ao de qualquer outro banco licenciado na Lituânia.
Karpis considera que a Revolut está a adotar uma estratégia proativa, recorrendo a ferramentas de IA para monitorizar, em tempo real, a prevenção de fraudes.
«O sistema é deliberadamente sensível, preferindo sinalizar um maior número de operações do que deixar passar situações potencialmente problemáticas, de forma a responder às exigências dos reguladores, que muitas vezes vão além da letra da lei», afirmou.
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