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Segundo maior acionista do MPS rejeita OPAs sobre BPM e Banca Generali

Francesco Gaetano Caltagirone continua a servir de oposição ao CEO do MPS, desta vez através da rejeição do seu plano de escape à oferta hostil do Intesa Sanpaolo.

08 Out 2026 - 10:56

3 min leitura

Foto Jornal PT50Sónia Santos Dias

Autor

Luís Alves Almeida

Jornalista

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monte dei paschi

Foto Jornal PT50Sónia Santos Dias

O banco mais antigo do mundo, Monte dei Paschi di Siena (MPS), está cada vez mais longe de conseguir afastar o Intesa Sanpaolo e a sua Oferta Pública de Aquisição (OPA) de cerca de 35,4 mil milhões de euros. O segundo maior acionista do MPS, a ‘holding’ do empresário Francesco Gaetano Caltagirone, anunciou, nesta quinta-feira, que não pretende aprovar as duas OPAs defensivas sobre o Banco BPM e o Banca Generali.

O anúncio, feito em comunicado citado pela Reuters, surge poucos dias após o maior investidor do banco, a Delfin, ter anunciado que, além de também votar contra as ofertas na assembleia de acionistas que vai acontecer no fim do mês, pretende aderir à OPA do Intesa Sanpaolo, entregando a sua participação de 17,53%.

Além de Caltagirone, também a família Benetton, com uma participação de 1,45%, anunciou que vai rejeitar as duas aquisições. Juntando os 10,26% de Caltagirone e a posição da Delfin, são já 29,24% dos votos contra as operações, deixando pouca margem ao CEO, Luigi Lovaglio, para conseguir a aprovação de dois terços de que necessita.

Acrescentando ainda o facto de que o Governo de Itália detém 4,86% e não vai marcar presença na assembleia e o próprio Banco BPM tem uma participação de 3,74%, a margem encurta ainda mais. No site do MPS está listada ainda a BlackRock como acionista, com 4,66%. Os restantes 58,95% estão distribuídos entre outros acionistas – onde se inclui a família Benetton.

Além de se opor às aquisições, Caltagirone informou ainda que pretende votar contra a integração do Mediobanca. Recorde-se que foi precisamente a discórdia sobre como proceder após a compra deste banco que levou à saída de Lovaglio de líder do banco no início do ano, impulsionada precisamente pelo empresário italiano.

O Intesa Sanpaolo anunciou há poucos dias que, caso os investidores do MPS rejeitem as OPAs e a integração do Mediobanca, a sua oferta pelo banco aumenta 800 milhões em dinheiro. Na eventualidade de as propostas serem aprovadas, o Intesa Sanpaolo retira a sua oferta.

Ainda que Caltagirone não tenha avançado uma decisão sobre aderir ou não à OPA do Intesa Sanpaolo, a sua mera rejeição das manobras defensivas colocam pressão sobre o CEO do MPS e empurram a instituição para as mãos do maior banco de Itália.

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