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SIBS não integra projeto-piloto do euro digital

SIBS indica que processo de candidatura se dirigia a instituições bancárias, mas os critérios definidos pelo BCE não corroboram a justificação.

19 Mai 2026 - 14:31

3 min leitura

Foto: SIBS

Foto: SIBS

A fase de candidaturas para integrar o projeto-piloto do euro digital do Banco Central Europeu (BCE) terminou no passado dia 14 de maio. Questionada pelo Jornal PT50, a SIBS confirmou que não apresentou candidatura.

Segundo explica a entidade dona da rede Multibanco, “o piloto do BCE para testar o euro digital na sua fase beta foi desenhado especificamente para prestadores de serviços de pagamento (PSP), ou seja, instituições bancárias. A SIBS não se enquadra nessa categoria de participantes elegíveis e, por esse motivo, não participou no processo de candidatura”.

Contudo, analisando os critérios definidos no site do BCE aquando da abertura das candidaturas, em março, é possível ler que “a PSP deve ser titular de uma licença válida, emitida por uma autoridade da União Europeia (UE) ou por uma autoridade nacional competente, conforme aplicável, para prestar serviços de pagamento de gestão de contas na qualidade de instituição de crédito, instituição de pagamento ou instituição de moeda eletrónica”.

Iniciativas privadas são “fundamentais para estimular a inovação”

Questionada sobre a relevância do euro digital para o sistema de pagamentos na Europa e a sua conciliação com outras iniciativas privadas das quais a SIBS faz parte, a empresa acredita que tanto o euro digital como essas iniciativas “constituem a base para o desenvolvimento de um setor de pagamentos europeu soberano e resiliente, em que soluções públicas e privadas se reforçam mutuamente”.

Mais ainda, a SIBS considera que os projetos privados em curso “continuam a ser fundamentais para estimular a inovação e a experiência do utilizador, acelerar a adoção no mercado e descobrir novos casos de uso”. Neste sentido, sublinha que “a Europa dispõe já hoje de uma base sólida para a soberania nos pagamentos”, contando com “uma infraestrutura de pagamentos instantâneos com cobertura plena na UE, soluções privadas com elevada confiança dos consumidores, e uma dinâmica crescente de interoperabilidade transfronteiriça”.

A empresa que gere o MB Way reforça também que “a soberania e resiliência de infraestruturas europeias é um tema cada vez mais atual e relevante, incluindo no setor dos pagamentos. De facto, a resiliência de infraestruturas críticas de pagamentos é fundamental para assegurar a segurança e estabilidade económica num contexto de crescente incerteza”. Deste modo, considera que “o euro digital constitui uma iniciativa pública que endereça o objetivo estratégico de soberania nos pagamentos”. Acrescenta ainda que “a cooperação com o setor privado será fundamental para o desenvolvimento efetivo e eficiente do euro digital”.

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