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Bancos europeus reforçam solidez no segundo trimestre

Instituições financeiras portuguesas têm dos capitais próprios mais rentáveis da Zona Euro

17 Set 2025 - 10:25

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BCE sede | Foto: ecb multimedia

BCE sede | Foto: ecb multimedia

As principais instituições financeiras europeias — aquelas que são diretamente supervisionadas pelo Banco Central Europeu (BCE) — reforçaram a sua solidez financeira no segundo trimestre de 2025. Segundo os números divulgados nesta quarta-feira pelo BCE, o rácio agregado de Common Equity Tier 1 (CET1) e o rácio Tier 1 das instituições significativas aumentaram face ao trimestre anterior e em comparação com o mesmo período do ano passado. O rácio agregado de CET1 fixou-se em 16,12% e o rácio agregado de Tier 1 em 17,60%. Em simultâneo, o rácio agregado de capital total situou-se em 20,24%, ligeiramente abaixo dos 20,29% registados no trimestre anterior.

Entre os países, o rácio CET1 variou entre 13,18% em Espanha e 23,71% na Letónia, no segundo trimestre de 2025. Em Portugal, esse rácio foi de 18,07%.

As três instituições nacionais diretamente supervisionadas pelo BCE — Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP e Novo Banco — apresentaram uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) das mais elevadas da Zona Euro, com 16,38%, logo atrás da Lituânia (17,44%) e à frente de Itália (16,08%).

Também a evolução do crédito malparado (NPL) segue uma tendência positiva, com o rácio (excluindo saldos de caixa nos bancos centrais e outros depósitos à ordem) a fixar-se em 2,22% no segundo trimestre de 2025. O stock de NPL (numerador) diminuiu 2,36 mil milhões de euros (-0,66%), enquanto o montante total de empréstimos e adiantamentos (denominador) aumentou 57,64 mil milhões de euros (0,36%). Como resultado, o rácio recuou 2 pontos base face ao trimestre anterior.

Por setores, o rácio de NPL dos empréstimos a particulares desceu para 2,16%, face a 2,21% no trimestre anterior e 2,24% há um ano. Em simultâneo, para os empréstimos a sociedades não financeiras (SNF), o rácio fixou-se em 3,50%, comparado com 3,48% no trimestre anterior e 3,56% há um ano. Considerando a carteira das SNF por segmento, o rácio de NPL dos empréstimos garantidos por imóveis comerciais situou-se em 4,57%, face a 4,50% no trimestre anterior e 4,61% há um ano. Já o rácio de NPL dos empréstimos a pequenas e médias empresas registou uma ligeira subida, fixando-se em 4,85%, acima dos 4,78% do trimestre anterior e dos 4,80% registados há um ano.

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