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Banqueiros alertam para uma correção de 10% a 20% nas bolsas
Os CEOs do Goldman Sachs e do Morgan Stanley afirmam que os mercados globais podem estar prestes a sofrer um choque de realidade após a alta implacável deste ano.
04 Nov 2025 - 12:19
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Os presidentes-executivos dos bancos norte-americanos Goldman Sachs e Morgan Stanley alertaram, nesta terça-feira, para a possibilidade de os mercados de capitais registarem uma correção em baixa entre 10% e 20% nos próximos 12 a 24 meses. Os responsáveis falavam num evento em Hong Kong que reúne os principais líderes financeiros mundiais.
“Devemos encarar a possibilidade de haver reduções de 10% a 20% que não sejam impulsionadas por algum tipo de colapso macroeconómico”, afirmou Ted Pick, CEO do Morgan Stanley, acrescentando: “Os mercados sobem e depois recuam, para que as pessoas possam reavaliar a situação.”
Até agora, os mercados têm ignorado, em grande parte, as preocupações com a inflação, as elevadas taxas de juro, a incerteza política decorrente da dinâmica comercial em constante mudança e a paralisação do governo federal norte-americano, que já dura há cinco semanas.
Os receios de uma bolha de mercado surgem num momento em que o índice de referência S&P 500 continua a subir, atingindo repetidamente recordes históricos e evocando memórias do boom da internet. Ontem, aquele índice fechou a subir 0,17%, nos 6.851,97 pontos.
Já David Solomon, CEO do Goldman Sachs, afirmou: “Quando esses ciclos acontecem, as coisas podem manter-se por um período. Mas existem fatores que alteram o sentimento do mercado e provocam quedas, ou mudam a perspetiva sobre a trajetória de crescimento — e nenhum de nós é suficientemente inteligente para os prever até que, de facto, ocorram.”
As ações em todo o mundo dispararam, atingindo máximos históricos este ano, impulsionadas pelos ganhos ligados à Inteligência Artificial (IA) e pelas expectativas de cortes nas taxas de juro. No último mês, os principais índices dos EUA alcançaram novos picos; o Nikkei 225 do Japão e o Kospi da Coreia do Sul atingiram novos máximos; enquanto o Shanghai Composite da China registou o seu nível mais alto em uma década, devido à redução das tensões entre os EUA e a China e à desvalorização do dólar.
As declarações destes banqueiros surgem na sequência de recentes alertas do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre uma possível correção acentuada, enquanto o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, e o governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, também alertaram para as avaliações inflacionadas das ações.
O Goldman Sachs e o Morgan Stanley apontaram a Ásia como uma região promissora nos próximos anos, devido a desenvolvimentos recentes, incluindo o acordo comercial entre os EUA e a China. O Goldman espera que os investidores globais continuem interessados na China, sublinhando que esta continua a ser uma das “maiores e mais importantes economias” do mundo.
O Morgan Stanley mantém uma visão otimista sobre Hong Kong, a China, o Japão e a Índia, devido às suas histórias de crescimento singulares. As reformas de governança corporativa no Japão e a expansão das infraestruturas na Índia foram destacadas como temas de investimento a longo prazo.
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