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Joachim Nagel: “Já não estamos no cenário base do Eurosistema, caminhamos na direção do cenário adverso”

Presidente do Bundesbank diz que duas subidas das taxas de juro até ao final de 2026 já estavam incorporadas no cenário base.

18 Mai 2026 - 07:30

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Joachim Nagel, presidente do Bundesbank | Foto: Bundesbank

Joachim Nagel, presidente do Bundesbank | Foto: Bundesbank

O presidente do banco central alemão — o Bundesbank — deu uma entrevista esta semana na qual considera praticamente inevitáveis duas subidas das taxas de juro até ao final do ano. Se a primeira acontecerá já no próximo dia 11 de junho e qual será a sua dimensão são questões às quais Nagel não respondeu.

Face à possibilidade de agravamento do conflito no Médio Oriente, que poderá levar a inflação aos 4%, o presidente do Bundesbank refere que “isso não pode ser descartado. Já não estamos no cenário base das projeções da equipa do Eurosistema, mas sim a caminhar na direção do cenário adverso. E importa salientar que dois aumentos das taxas de juro já tinham sido considerados no cenário base, uma vez que os mercados já os tinham incorporado nos preços em março”.

Relativamente ao facto de o Banco Central Europeu ter mantido as taxas de juro inalteradas na reunião de 30 de abril, Nagel revelou que a possibilidade de uma subida foi efetivamente discutida no Conselho de Governadores. “No final, tomámos a decisão unânime de aguardar as seis semanas até à próxima reunião de política monetária, em junho. Nessa altura, teremos dados adicionais, bem como novas projeções de inflação e crescimento da equipa do Eurosistema e, por conseguinte, uma base mais sólida para tomar uma decisão”, afirmou.

O responsável acrescentou que ainda não perdeu a esperança de que a situação no Médio Oriente “melhore consideravelmente”, mas advertiu: “não podemos ignorar os elevados preços da energia. As subidas das taxas de juro tornar-se-ão cada vez mais prováveis se o cenário da inflação não mudar de forma significativa. As expectativas de inflação de curto prazo, por exemplo, já se afastaram da nossa meta de 2%. E mesmo que a guerra termine em breve, a taxa de inflação poderá manter-se elevada durante um período significativamente mais longo do que prevíamos há algumas semanas. Isto porque parte da capacidade de refinação foi destruída, as reservas de petróleo estão esgotadas, as cadeias de abastecimento foram interrompidas e a incerteza geopolítica deverá continuar elevada”.

Nagel reafirmou o compromisso do BCE com a estabilidade dos preços: “ninguém gosta de aumentar as taxas de juro quando o crescimento está sob forte pressão. Mas o nosso objetivo é manter os preços estáveis. E, a longo prazo, é melhor para todos que fique claro que levamos a sério a nossa meta de inflação, mantendo-a próxima de 2% no médio prazo. Cumpriremos a nossa missão — sem exceções”.

“A melhor coisa que podemos fazer pelo crescimento económico a longo prazo é manter os preços estáveis no médio prazo. Estamos a acompanhar os dados de perto”, concluiu.

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