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OPA do MPS pelo BPM não agrada ao seu maior acionista Crédit Agricole
O Crédit Agricole detém quase 30% do BPM e já se manifestou negativamente no passado em relação a uma fusão entre os dois bancos.
15 Set 2026 - 17:35
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Foto: Crédit Agricole
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Foto: Crédit Agricole
O Monte dei Paschi di Siena (MPS), sem grande surpresa, vai ter o Crédit Agricole como maior obstáculo à concretização do seu plano de defesa face à Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Intesa Sanpaolo sobre si. O banco francês não considera a oferta que o MPS entretanto lançou sobre o BPM – do qual é o maior acionista – atrativa.
A informação foi avançada pelo jornal italiano La Stampa, citado pela Reuters, que acrescenta ainda que o Crédit Agricole tem dúvidas sobre o valor acrescentado para os acionistas do BPM. Recorde-se que o plano do MPS para escapar ao maior banco italiano engloba duas OPAs simultâneas, uma sobre o BPM e outra sobre o Banca Generali.
A oferta sobre o BPM não implica nenhum prémio, com o banco a pretender uma fusão de “iguais” nesta operação. Este negócio foi inicialmente proposto pelo próprio BPM em junho, um dia antes da OPA do Intesa Sanpaolo, e mais tarde retirado, após o Crédit Agricole se ter manifestado contra o mesmo.
Não surpreende, portanto, que o maior acionista do BPM, com perto de 30% do capital, venha reforçar esta posição. Esta perspetiva foi transmitida pela instituição francesa ao CEO do MPS, Luigi Lovaglio, numa reunião que decorreu há uns dias, de acordo com o periódico italiano.
O Crédit Agricole continua a preferir fundir o BPM com o seu braço italiano, mas, para tal, terá de convencer os restantes acionistas e o Governo de Itália.
Tanto o MPS como o Crédit Agricole recusaram prestar declarações à Reuters.
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