Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

2 min leitura

Orcel admite possibilidade de vender posição no Commerzbank a entidade fora da UE

O CEO do UniCredit diz que aceitaria uma boa oferta, considerando isso uma obrigação para com os acionistas. UniCredit é o maior acionista, com 26% do Commerzbank.

15 Set 2025 - 15:37

2 min leitura

Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: UniCredit

Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: UniCredit

O CEO do UniCredit, Andrea Orcel, admitiu, neste fim-de-semana, que existe a possibilidade de vender a posição do banco no rival alemão Commerzbank a uma entidade que não seja da União Europeia (UE). A instituição italiana já detém cerca de 26% do Commerzbank e conta com autorização do Banco Central Europeu para ir até aos 29,9%.

A venda a um banco que não seja da UE foi posta em cima da mesa por Orcel numa entrevista a um jornal alemão, Frankfurter Allgemeine Zeitung, citado pela Reuters. O CEO argumentou que, se uma boa oferta surgir e os acionistas a queiram aceitar, poderá vender. Seria até “uma obrigação para com os acionistas” aceitar uma proposta rentável, defende.

Orcel reconhece que não iria “necessariamente” gostar de fazer isso, mas, no final de contas, são as regras do mercado que falam mais alto.

O banqueiro italiano relembra que há um ano que está a tentar “forjar um banco mais forte na Europa”, referindo-se ao seu interesse declarado numa fusão entre o UniCredit – através do seu braço alemão – e o Commerzbank, algo que tem sido contestado, não só pelo banco alemão, como também pelos políticos do país. Recorde-se que o Governo da Alemanha detém cerca de 12% do banco, sendo o segundo maior acionista.

Andrea Orcel tem agora tempo para se dedicar ao Commerzbank, dado que a sua tentativa de adquirir o rival doméstico Banco BPM falhou em julho. Também esta operação sofreu contestação política, com a transação a estar condicionada por várias imposições do executivo de Giorgia Meloni, que o UniCredit combateu até ao fim, quando decidiu retirar a oferta.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade