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Presidente da ABANC vê entrada do African Bank of Oman em Angola como estimulo à concorrência
A entrada do African Bank of Oman em Angola deve melhorar serviços, trazer inovação e aumentar a concorrência no setor bancário. Mário Nascimento vê maior credibilização com IPO do BFA.
12 Set 2025 - 18:17
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O presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC) disse nesta sexta-feira que a entrada do African Bank of Oman (ABO) no sistema financeiro angolano deve trazer ao país melhoria na qualidade de prestação de serviços, inovação tecnológica e maior concorrência. Mário Nascimento considera que a entrada de uma instituição bancária internacional em Angola traz sempre uma melhoria da qualidade de prestação de serviços e concorrência no setor bancário angolano.
“Por isso, pensamos que a entrada de um banco de uma jurisdição diferente da angolana, além da portuguesa e da sul-africana que temos tido cá, possa trazer aqui inovação tecnológica e maior concorrência”, disse hoje à Lusa quando questionado sobre e entrada do ABO em Angola e a saída do banco russo VTB África – que se encontra em fase de liquidação. Segundo o jornal económico Expansão, o ABO é a nova instituição bancária autorizada pelo Banco Nacional de Angola (BNA) a exercer atividade financeira no país, “encontrando-se em processo de início de operações”, quando o russo VTB está em liquidação, “após a dissolução voluntária dos acionistas”.
O presidente da ABANC assinalou, por outro lado, os atuais desafios da banca angolana que, no seu entender, estão centrados na regulamentação, “extremamente exigente”, que tem sido implementada pelo BNA, que busca equivalência à supervisão com o Banco Central Europeu (BCE). “Os desafios mais relevantes da banca angolana têm a ver com a regulamentação. A regulamentação que o BNA está a fazer é extremamente exigente. O BNA está à procura da equivalência à supervisão com BCE, o que implica regulamentação bancária com fonte europeia, sobretudo no domínio da supervisão”, realçou. “E isso implica alguns desafios no nosso sistema bancário, que é termos instituições a implementarem em tempo útil esses normativos que são extremamente exigentes”, disse à margem do XV Fórum Banca, promovido, em Luanda, pelo Jornal Expansão.
Para Mário Nascimento, a banca comercial angolana tem também de se preparar para “desafios da integração económica no espaço regional, o que implica termos bancos com capacidade de concorrência com os bancos regionais e também capacidade de apresentar produtos”.
O presidente da Associação Angolana de Bancos comentou ainda a Oferta Pública de Venda (OPV) de 29,75% do capital do Banco Fomento Angola (BFA), considerada a maior operação de sempre da bolsa angolana, que deve render mais de 200 milhões de euros aos acionistas, considerando que reflete credibilidade do setor. “É mais um passo de credibilização do sistema bancário e, por outro lado, é também uma forma de os bancos fazerem o ensaio daquilo que possa vir a ser mais uma fonte de financiamento para a sua capitalização e, também, dar acesso a que o nosso mercado de capitais tenha mais empresas disponíveis ao financiamento à economia”, sustentou.
Em relação ao tema desta edição do Fórum Banca, “O Valor e a Rentabilidade dos Bancos em Angola”, Mário Nascimento considerou que quanto mais se tiver foco no valor das instituições bancárias e na sua rentabilidade,” mais elas estarão disponíveis para financiar a economia”. “Porque, os bancos são empresas privadas, de maneira geral, e como empresas procuram lucro e se elas forem rentáveis estão mais disponíveis também para que possam financiar a economia”, concluiu o presidente da ABANC.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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