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Rentabilidade caiu na maioria dos grandes bancos nacionais até setembro

Entre os cinco maiores bancos portugueses, o BCP foi o único que reportou um aumento da rentabilidade.

07 Nov 2026 - 08:33

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Caixa Geral de Depósitos CGD Banco Comercial Português BCP Novo Banco SA Banco BPI e Banco Santander Totta

Autor

Luís Alves Almeida

Jornalista

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Caixa Geral de Depósitos CGD Banco Comercial Português BCP Novo Banco SA Banco BPI e Banco Santander Totta

Quatro dos cinco maiores bancos portugueses reportaram uma rentabilidade menor nos primeiros nove meses do ano. O Millennium BCP foi a exceção, tendo o seu RoTE aumentado 0,3 pontos percentuais (pp) para 15,5%.

No lado oposto está o Novo Banco, que registou a maior queda, de 4,1 pp. Ainda assim, a instituição conta com um RoTE de 17,7%, sendo superada apenas pelo Santander Portugal, cuja rentabilidade se fixou em 29,6%, menos 1,2 pp do que um ano antes.

O BPI revela apenas nos seus resultados o RoTE recorrente em Portugal e não do grupo. Segundo estes dados, o banco indica que o RoTE caiu 1,5 pp para 14,9%.

Por sua vez, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) dá a conhecer apenas o seu ROE, que baixou de 17,7% para 16,9% em termos homólogos.

Margens a estabilizar, comissões a subir

Analisando os resultados destas instituições, é possível observar que o Santander Portugal e o Novo Banco registaram quebras nas receitas. O primeiro baixou 0,8% para 1,41 mil milhões, enquanto o segundo caiu 3,8% para 1,12 mil milhões.

O BCP teve a maior subida da receita, de 5,7%, atingindo 2,8 mil milhões. Segue-se a CGD, que aumenta 2% para 2,46 mil milhões. Por fim, o BPI cresceu 1% para 926 milhões.

A margem financeira dos bancos parece estar a estabilizar e recuperar, após as sucessivas compressões, devido à normalização das taxas de juro do Banco Central Europeu. Também aqui o Millennium BCP lidera, com uma margem de 2,17 mil milhões, mais 5,8% do que um ano antes.

O Novo Banco alcançou uma margem financeira de 856 milhões, crescendo 3,3%, e o BPI subiu 1% para 665 milhões.

Por outro lado, a CGD reportou uma quebra de 1% na margem financeira, que se fixou em 1,9 mil milhões. Já o Santander Portugal caiu 1,3% para 1,02 mil milhões.

No domínio das comissões, o BPI tem o menor valor arrecadado dos cinco, mas é a instituição que mais cresce, subindo 8% para 244 milhões. A CGD surge próxima, com um incremento de 7%, atingindo 469 milhões.

O BCP avança 5% nas comissões para 628,8 milhões, registando o valor mais elevado entre os bancos analisados. O Santander Portugal recebeu 382,9 milhões, mais 4,8% do que um ano antes, e o Novo Banco teve um ligeiro aumento de 0,1% para 266,2 milhões.

No que diz respeito às despesas, apenas o Santander Portugal conseguiu uma redução, de 0,7%, para 385,7 milhões.

O Novo Banco reportou um aumento de 11,1% nos custos operacionais, totalizando 426,9 milhões. A instituição justificou que esta subida reflete despesas extraordinárias relacionadas com a venda do banco ao BPCE.

Tanto o BPI como o Millennium BCP reportaram aumentos de 5% nas despesas, para 404 milhões e 1,03 mil milhões, respetivamente. Já a CGD teve um incremento de 2% para 824 milhões.

Olhando para os rácios de eficiência dos bancos, o Santander Portugal surge em primeiro lugar, com 27,3%, precisamente o mesmo que tinha no período homólogo. A CGD aumentou 0,9 pp para 33% e o BCP alcançou uma melhoria de 0,3 pp para 36,3%.

O Novo Banco piorou 2,9 pp, ascendendo a 38%. Contudo, a empresa esclarece que, excluídos os custos com a venda, o rácio seria de 35,3%.

Por fim, o BPI tem o pior rácio de eficiência, que se fixou em 43% nestes nove meses, mais 2 pp do que no ano anterior.

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