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Santander Portugal vai fechar balcões em “otimização da rede”, mas nega despedimentos
O foco é concentrar equipas em balcões maiores e melhorar o atendimento, sem despedimentos, garante o Santander Portugal. Banco refere modelo de 'work café' como uma das soluções propostas.
18 Set 2025 - 14:52
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Pedro Castro Almeida, CEO do Santander Portugal
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Pedro Castro Almeida, CEO do Santander Portugal
O Santander Portugal vai avançar com o encerramento de balcões, não especificando quantos, no seguimento de um programa de “otimização da rede”, confirmou nesta quinta-feira o banco, após ser questionado sobre denúncias de sindicatos do setor. À Lusa, fonte oficial confirmou o encerramento de balcões, no âmbito da “otimização da rede de balcões e da melhoria do serviço ao cliente”, tendo acrescentado que não está prevista a saída de trabalhadores por iniciativa do banco.
O objetivo passa por “concentrar equipas maiores em balcões de maior dimensão” e conseguir um atendimento mais eficiente, explica o banco, que acrescenta que o fecho de balcões deverá limitar-se a zonas de sobreposição. A declaração do banco surge após ser questionado sobre informações recebidas por sindicatos do setor afetos à UGT que apontavam para o encerramento de balcões.
Em comunicado, Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) disseram que receberam “diversas informações” nesse sentido, o que os levou a solicitar uma reunião com caráter de urgência com o presidente do Santander Portugal, Pedro Castro e Almeida.
À Lusa, o banco garantiu que a estratégia “não é um exercício de corte de custos” e que é uma aposta em balcões de nova geração. Entre as soluções propostas pelo Santander estão os ‘work cafés’, um modelo de balcão que combina os serviços de uma agência bancária com uma cafetaria e uma zona de ‘co-working’. Castro e Almeida já havia mencionado esta estratégia na apresentação dos resultados do primeiro semestre.
O Santander Portugal acrescentou que dispõe ainda mais de 300 máquinas automáticas VTM (‘virtual teller machines’) que permitem depósitos, levantamentos de montantes elevados e muitas outras operações do dia-a-dia.
No final de junho deste ano, o Santander Portugal contava com 4673 trabalhadores e 327 agências, mais 107 trabalhadores e menos dois balcões que um ano antes.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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