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UniCredit acrescenta Polónia à lista de mercados com maior interesse para aquisições

A CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, volta a negar fusão com Commerzbank, destacando os riscos. O UniCredit detém 26% do banco alemão e tem interesse em mais negócios.

17 Set 2025 - 15:49

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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50

Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50

O CEO do UniCredit, Andrea Orcel, adicionou a Polónia à lista de países cujos mercados mais interessam ao banco italiano na vertente de aquisições. O líder do banco reconhece que, em comparação com Itália e Alemanha, a “Polónia é o mais complicado, porque ao não estarmos presentes e optarmos pelo mercado orgânico, não temos sinergias ou temos sinergias mais limitadas do que num acordo dentro do mercado”.

Orcel considera que a Polónia é um dos países onde a empresa mais pode encontrar benefícios, a par dos outros dois referidos. Estes três mercados são onde as aquisições “iriam produzir mais efeitos materiais para a ‘equity story’” do UniCredit. “Uma diferença quântica no que somos e na nossa rentabilidade”, sublinha, citado pela Reuters. O CEO falou sobre este assunto numa conferência da Bank of America Securities.

O UniCredit não está presente na Polónia desde 2019, quando finalizou a venda do Bank Pekao. Quem, por sua vez, tem um pé na Polónia é o Commerzbank, que detém o MBank. Recorde-se que, por seu turno, o UniCredit tem uma posição de 26% no Commerzbank, que pretende subir para 29% até ao final do ano

Orcel já revelou no passado que a equipa do UniCredit encontrou negócios de interesse nos 13 mercados em que opera. A possível aquisição mais badalada até agora, a rival doméstico Banco BPM, caiu por terra em julho, quando as imposições do Governo italiano levaram o UniCredit a retirar a sua oferta.

Depois da oferta sobre o BPM não ter seguido em frente, o UniCredit vai agora prosseguir a sua expansão doméstica sem aquisições. Sobre a presença no Commerzbank, Orcel, citado pela Reuters, nota que está “apenas à espera… Se as coisas correrem bem, não podíamos estar mais felizes”. “Podemos só sentar-nos aqui, já não somos reféns do mercado”, sublinhou. O CEO reiterou, esperançoso, que o banco alemão “veja a luz com o tempo”.

O líder do segundo maior banco italiano revelou ainda que as aquisições da instituição nos últimos meses, a par da integração total do negócio de seguros, custaram ao banco entre 6,75 a 7,5 mil milhões do capital que a empresa tem em reserva acima do mínimo requerido. No entanto, realça que o lucro desses investimentos, a par das regras de capital de que beneficiou com a integração dos seguros, permitem que este capital em excesso crescesse até entre 10 a 11,5 mil milhões. Isto significa, de acordo com a Reuters, que há ainda 4,5 mil milhões que podem ser usados para melhorar dividendos. O banco vai decidir entre 2028 e 2030 como usar o capital em excesso ou se o devolve aos acionistas.

Commerzbank continua a rejeitar fusão

Do lado alemão, a CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, voltou a negar a possibilidade de um resultado positivo vindo da integração com o UniCredit. A líder do segundo maior banco alemão não é fã da abordagem hostil da instituição italiana e acredita que uma fusão vai provavelmente prejudicar as receitas.

Para a CEO, também citada pela Reuters na mesma conferência, uma possível aquisição pelo UniCredit, através do seu braço alemão, seria a junção de duas entidades com modelos de negócio semelhantes. Por esta sobreposição, a líder do Commerzbank acredita num impacto negativo do lado das receitas.

Orlopp argumenta que até um corte de custos, em qualquer negócio possível, não seria fácil nem livre de riscos. Encontrar sinergias neste sentido “requer imenso trabalho, atenção, tempo e dinheiro para alcançar, especificamente quando se fala numa transação hostil de grande escala”.

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